quinta-feira, 25 de abril de 2013

ESTUDO 02 - LEITURA DA CIDADE: BAIRRO ININGA


DISCIPLINA: LEITURAS DA ARQUITETURA E DA CIDADE | CURSO: ARQUITETURA E URBANISMO | CT | UFPI 
EQUIPE DE PESQUISA: HENRIQUE BRÍGIDO l LARA CITÓ l MARIA CLARA CHAVES l MARIA CLARA CHAVES l MARINA SAMPAIO l RENATA SANTOS
PROFESSORA ORIENTADORA Drª.: ALCÍLIA AFONSO | KAKI

 
Perfil urbano da Rua em análise, José Eduardo Pereira. Croqui vetorizado: Maria Clara Chaves. Abril/2013


INTRODUÇÃO
       O estudo abaixo representa a análise das características urbanísticas e arquitetônicas aplicadas ao meio urbano do Bairro Ininga, com ênfase em seis quadras que compõe a rua José Eduardo Pereira. Com o aprofundamento da pesquisa, ficou evidente a necessidade de uma intervenção, proposta de melhoria, que visasse atender da melhor forma possível as necessidades de toda a população que usufrui daquela área urbana.

 ACESSOS
Os acessos principais se dão através da Rua Dirce Oliveira e da Avenida Homero Castelo Branco. Outros acessos secundários são perpendiculares à Rua José Eduardo Pereira, objeto de estudo neste livro. A rua se encontra na Zr2, com índice de aproveitamento 2,  taxa de ocupação igual a 60%, recuos de 5m, na frente, 1 e 0 nas laterais e 2m no fundo.




Localização. Fonte: Google Maps. Abril/2013


 AMBIENTE CONSTRUÍDO: TIPOLOGIA
A Rua José Eduardo Pereira é dividida em seis quadras. Possui tipologia predominantemente residencial, pois sua grande maioria é composta por residências de padrão médio e alto. Apenas no cruzamento dela com a Avenida Homero Castelo Branco é que as residências dão lugar a dois postos de lavagem de carro.
         Esse comportamento tipológico é historicamente justificado por que o Bairro Ininga passou de fazenda a bairro residencial e de estudantes. Apenas em seus limites com outros bairros, esse caráter passa a ser comercial, como no acesso que se dá pela Homero Castelo Branco, avenida genuinamente comercial que possui lojas, clínicas escritórios, supermercados, e algumas casas que ainda resistem ao processo de tomada dos comércios.
O passar do tempo fez com que residências em bairros vizinhos ao Ininga, como Fátima e Jóquei perdessem espaço para o setor de serviços (terciário), apenas o bairro em estudo resiste a esse processo e continua sendo extremamente residencial, apesar de que as empresas seguem se instalando nos locais e adentrando ao bairro, mesmo que de forma relativamente lenta, quando comparada aos outros bairros vizinhos. Esse processo acontece inclusive, na rua em análise que já perdeu dois grandes terrenos para duas empresas de lavagem de carros.
Mesmo com essas considerações, a rua é extremamente residencial, seguindo a linha do resto do Ininga. Possui ainda terrenos baldios e casas em construção demonstrando que esse processo de ocupação residencial continua ocorrendo paralelamente à chegada dos comércios e serviços em geral.




Entornos: Avenida Homero Castelo Branco. Fotos: Maria Clara Soares. Abril/2013




Entornos da Rua José Eduardo Pereira. Fotos: Maria Clara Soares. Abril/2013



PERFIS URBANOS DA RUA EM  ANÁLISE

QUADRA 1: 





QUADRA 2: 





QUADRA 3: 







CROQUIS VETORIZADOS: MARIA CLARA CHAVES. ABRIL/2013

RESIDÊNCIAS PRESENTES NA RUA:  



Residência em construção




FOTOS: MARIA CLARA SOARES. ABRIL/2013



PROBLEMAS DE INFRAESTRUTURA E ACESSIBILIDADE

        A rua é asfaltada, sem buracos, entretanto, a pavimentação das calçadas deixa a desejar.  Além de não ser totalmente plana, devido a aclives e declives no concreto,  dificultando a passagem dos pedestres, não possui rampas de acessibilidade. Além das árvores presentes irregularmente nas calçadas, que impedem a passagem até mesmo de transeuntes sem qualquer deficiência motora ou visual.






Foto que evidencia os problemas de acessibilidade e de passagem dos transeuntes pelas calçadas

FOTOS: MARIA CLARA SOARES. ABRIL/2013



PROPOSTAS DE MELHORIA:  ACESSIBILIDADE E RESÍDUOS SÓLIDOS

Algumas propostas de acessibilidade devem ser ressaltadas, visando que a cidade deve estar adaptada de acordo com as pessoas que ali habitam, de tal forma que haja uma inclusão daqueles que possuam necessidades especiais. Assim como estabelece as normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade da lei 10.098 / 2000. A construção de rampas de acesso para acessibilidade das ruas as calçadas públicas e destas ao passeio, de tal modo que permitam a locomoção de transeuntes e a circulação de equipamentos dotados de roda são propostas que  devem ser implantada no local, que por sua vez está tomado por mato, inviabilizando a passagem de qualquer  pessoa.
A prevenção e redução na geração de resíduos sólidos é outra proposta que deve ser implantada no local. Medidas práticas podem fazer a diferença e só dependem da disponibilidade de cada habitante, como por exemplo, adoção de hábitos de consumo sustentável, aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos e a realização de uma destinação adequada dos rejeitos. Inicialmente é necessária a conscientização da população com relação à importância da reciclagem, da reutilização e da redução dos resíduos sólidos. Em seguida outras medidas podem ser tomadas como, incentivar a existência de centros de coleta seletiva e triagem do lixo nas ruas, de forma a separar os resíduos de acordo com o material e o reaproveitamento do óleo de cozinha para outras finalidades como biodiesel e sabão.














Nenhum comentário:

Postar um comentário